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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Punk e Visual kei?

Tenho muitos amigos que fizeram parte de bandas a muitos anos atrás, alguns fizeram parte de um documentário e quero que vocês assistam.
Ele tem cerca de 70 minutos, e peço que por favor, assistam. Vocês irão notar incríveis semelhanças entre o que é narrado no video com a "cena visual kei" que existe no Brasil.



Assistam e farei um post comentando ele outro dia.

Anônimo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Miyavi X SWU

Caros senhores, eu a tempos gostaria de dissertar sobre este assunto, mas pouco tempo tive nas últimas semanas para fazê-lo, pois bem, cá estamos.

O mês de novembro parece ser o mês que mais teremos apresentações de artistas japoneses no país até agora. serão 3 em um intervalo de cerca de duas semanas: Versailles, Miyavi e Dir en Grey.
Todos estes artistas já estiveram no Brasil anteriormente, vamos analisar um por um deles:

Dir en grey esteve no Brasil no Maquinária Festival de 2009 e veio onde deveria vir e o único lugar onde Dir en Grey ainda consegue se segurar atualmente: Em festivais. Dir en grey perdeu muito da popularidade que tinha no seu auge e apesar de ainda ter fãs fiéis, está no lugar que merece fazendo seu som se tornar algo clichê no meio do metal alternativo, vai tocar no Brasil em um one-man para seus poucos fãs e talvez não coloquem mais os pés aqui.

Versailles estará no Brasil pela segunda vez, em uma saturação óbvia de uma mercado nacional que tenta imitar o mercado japonês: Fãs enlouquecidas que acham os membros lindos e suas roupas exuberantes maravilhosas e a música que se dane. Realmente é algo típico da Yamato, trazer uma banda dois anos seguidos porque sabe que a maioria absoluta de fãs dessa banda pagará e venderá seus rins para verem rostos "bonitos" e roupas belas, não para um show de rock.

Miyavi estará no Brasil pela terceira vez, mas ao contrário do que foi dito sobre Versailles e seguindo um modelo mais "maisntream" de Dir en Grey, com este artista não acontece essa saturação: É um artista que se renova constantemente. A primeira vez que esteve aqui no Brasil foi pela Yamato, entre o meio crítico todos sabem que essa empresa é sinônimo de piada no quesito "produção de concertos" , mas os dois shows de miyavi no país em 2008 e 2009, aliados ao do An Cafe talvez tenham sido os mais bem sucedidos shows de visual kei em terras brasileiras.

Falando em mercado, tanto o show do Dir en Grey quanto do versailles são mais do mesmo, virão para shows onde a minoria de seus fãs irá vê-los, não criará mercado algum (afinal, eu ainda não fui ali na loja de CDs do shopping comprar CD dessas bandas pois simplesmente não à produção comercial legal deles na zona franca de Manaus) e a divulgação sempre vai visar o público alvo "jota roqueiros". A massa de "roqueiros" do Brasil ainda não está ciente sobre a cena de rock vinda do Japão, o Visual kei então...

Mas como eu escrevi algumas linhas acima, Miyavi é um artista que se renova, veio em 2008 com um show belíssimo (cheio de transtornos devido àquela piada que já mencionei) e em 2009 veio pela Time4fun, a mesma empresa que trouxe An cafe (portanto responsável pelos dois shows de visual kei mais bem sucedidos no país) e surpreendeu todos os presentes, e agora, o artista volta ao Brasil para tocar no SWU.

O SWU (Sigla de Starts With You - Começa com você) foi o evento responsável por trazer algumas bandas que a muito tempo o povo brasileiro gostaria de ver, tivemos a chance de ver o Rage Against The Machine  em TV aberta, além de outros, e este ano teremos a chance de ver o show de um artista visual kei em uma rede de TV nacional, mas usarei aqui uma frase bem clichê e deixarei uma pergunta também, para que pensem:

Se o evento "começa com você", porque não fazer disso uma realidade, e parar de poluir o estilo com infantilidades imbecis para que o visual kei seja aceito na massa roqueira brasileira?

Lembre-se, começa com você.

Crianças do Brasil....

Acordem.

Att,
Anônimo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Entrevista: yu~ki (A'urea)

yu~ki é baixista e DJ de festas de música japonesa residente em Porto Alegre (capital do Rio Grande do Sul, caso não saiba) e esteve envolvido nos shows das duas bandas japonesas que fizeram shows na cidade: Monoral e GPKISM, confira a conversa que tive com ele:


Como você conheceu o visual kei?
yu~ki: Eu conheço X-Japan a cerca de 8 anos, mas a primeira vez que eu ouvi a palavra visual kei foi em 2005, um amigo me mostrou Beast of Blood do Malice Mizer e ficou me perguntando se eu achava que o guitarrista era uma mulher, no começo não dei muita bola, ele gravou um CD com as músicas da banda e a primeira faixa que eu ouvi foi Syunikiss, pensei que ele tinha gravado a banda errada pois era muito diferente do que ele tinha me mostrado, quando vi um video ao vivo de Gekka no Yasoukyoku foi paixão, ele gravou uma série de bandas japonesas pra mim em CDs, então eu conheci Dir en grey, Gackt, L'arc~en~ciel e Penicillin, a primeira banda que baixei foi Kagrra, e certamente essas bandas foram as principais que fizeram eu me tornar fã do estilo

Você se tornou baixista por causa do visual kei ou já tocava antes? Além da A'urea quais outras bandas visual kei você teve?
yu~ki: Não, eu já estudava música antes e tocava na noite como sideman de bandas de rock'n roll e de metal extremo, conheci visual kei com quase 17 anos e ja tocava desde os 15, meu ídolo maior sempre foi o Flea do RHCP, o visual kei me encantou pela liberdade que os músicos tem de serem o que quiserem sem se importar com estilos, isso me fez abrir a mente para muitas coisas na música.
Antes da A'urea eu tive algumas tentativas frustradas de formar bandas  de visual kei, até que em 2009 eu acabei participando da Madelleine, ajudei na produção do single e foi uma experiência muito divertida, além de ter conhecido os músicos que atualmente formam a A'urea comigo, acabamos nos tornando grandes amigos e com idéias parecidas e tudo isso graças a Madelleine

O seu perfil no facebook descreve que você foi/é DJ de festas de música japonesa, como é essa experiência?
yu~ki: Porto Alegre sempre se diferenciou do resto do país por causa das festas, em 2006 eu ainda estava começando no visual kei, mas as pessoas ja me viam como um fã, me tornei promoter da Tokyo Nights e em seguida o DJ residente da festa me deu a oportunidade de ser DJ da mesma pois eu ja tinha experiência com electro e industrial.
Depois de um tempo nós conseguimos data fixa em um clube muito conhecido no underground da cidade e isso foi muito bom pois muita gente passou a conhecer o nome do visual kei por causa disso, mais tarde a equipe teve a oportunidade de trazer a primeira banda japonesa pra Porto Alegre, o Monoral, em 2008.
No ano seguinte eu me tornei DJ e produtor da J-Party Ballads e no final daquele ano a produtora da festa trouxe o GPKISM, foi muito legal poder ficar perto desses artistas, hoje minha relação com essas festas é apenas como DJ, mas eu produzo uma festa chamada Overlord que dá espaço para novas bandas inspiradas em visual kei que queiram divulgar seu trabalho e outros convidados, é a primeira festa exclusiva de visual kei na cidade.


No release da A'urea do facebook diz que vocês "reescrevem" o visual kei, o que isso quer dizer?
yu~ki: No Brasil os fãs acham que pra ser visual kei precisa ser japones, e nós não somos japoneses e nem temos a estética e aparência de japoneses, tentamos adaptar o conceito do estilo a nossa realidade, queremos fazer música sem nos preocuparmos como a forma que ela irá soar, queremos poder vestir as roupas que formariam um conjunto interessante com a música sem parecer forçado, tem que ser sincero, por isso estamos tentando reescrever a idéia toda par a nossa realidade e necessidade.

Qual a inspiração para compor as músicas?
yu~ki: Experiências que vivemos, muitas vezes frustrações mas de uma forma poética, temos muitas experiências, alegres e outras nem tão alegres assim, mas sempre buscamos fazer com que a música soe exatamente como trilha sonora do conteúdo que ela vai tratar, mesmo que uma música soe triste sempre haverá outra pra dizer que está tudo ok.


Como é a recepção do público em relação a música que vocês fazem?
yu~ki: Muitas pessoas nos compreendem mal as vezes, principalmente porque eu sou uma pessoa que não mede palavras, eu sempre digo o que precisa ser dito e eu sou muito direto quando algo não me agrada nos shows, algumas pessoas não entendem isso e vêem como grosseria ou prepotência.
Fico feliz quando pessoas novas aparecem em nossos shows e quando casais se beijam em nossas músicas mais romanticas e quando dançam nas mais eletrônicas, isso mostra que de alguma forma nosso sentimento está chegando até essas pessoas, temos menos de um ano de banda e ainda não deu pra entender bem como o público reage, mas até agora sempre foi uma recepção boa e eu fico feliz quando as pessoas gritam pedindo para tocarmos tal música, a outra parte não fala nada, acho que ficam meio indiferentes ou até em dúvida se gostam ou não por nossas músicas serem ímpares e em português, alguns esperam que sejamos a "Madelleine com outro nome", mas não fazemos mais músicas em japonês.

Como você definiria a cena de bandas visual kei no Brasil?
yu~ki: Eu não sei bem que palavra usar para definir a cena, eu acho que falta mais união, apesar de eu ter amigos em outras bandas de outros estados e trocarmos experiências e ajudas constantemente, a maioria das novas bandas se mantém isolada.
O Brasil é um país grande e as vezes romper a barreira da distância fica difícil, mas aqui mesmo em porto alegre eu noto que existe muita individualidade de certas bandas, eu acho que se as bandas tivessem vontade de aprender como serem mais profissionais e pensarem em mercado, poderia existir uma cena sólida, mas eu acho que a maioria das bandas e os fãs ainda são adolescentes e não compreendem certas coisas direito.

Como você descreveria os fãs de visual kei no Brasil?
yu~ki: Se você me permite chutar o balde, além dos colegas de algumas bandas, é menos de 10% que eu respeito, o resto eu poderia cuspir na cara delas e me sentir feliz por ter feito uma boa ação.
São crianças mimadas, eu já desisti de tentar trabalhar pra esse público a algum tempo, por isso a A'urea está tentando buscar novos ouvintes na cena de rock mais tradicional


O que você acha que falta para o visual kei se popularizar no país?
yu~ki: Eu tenho muita fé que os fãs se tornem adultos sensatos e que as bandas pensem de forma mais profissional, acho que esses dois pontos somado a união de quem acredita que é possivel pode fazer uma baita diferença


Gostaria de dizer algo relacionado aos assuntos abordados ou qualquer mensagem para os leitores do blog?
yu~ki: Psychedelic Violence - Crime of visual shock


Agradeço ao yu~ki pelas respostas e pelo tempo gasto.
O Facebook da A'urea é http://www.facebook.com/OficialAurea e em breve a banda estará disponibilizando suas músicas para download gratuíto.

att,
Anônimo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Entrevista: Irie (Allumina)

Irie é uma pessoa que está ligada ao visual kei no Rio de Janeiro a mais de 10 anos, atualmente guitarrista da banda Allumina, ele já integrou outros grupos de visual, sua antiga banda, a Personna, fez a abertura do show do Kagrra, no Brasil, acompanhe a conversa que tive com ele:


Como você conheceu o visual kei?
Irie: Eu conheci o visual kei em 2000, "por acidente". Eu e mais uns amigos fomos na casa de um amigo da época pra jogar videogame. Esse amigo, que era o anfitrião da casa, vivia reclamando de uma banda chamada Malice Mizer e reclamava do Mana, que ele era estranho, que era um travesti feio, daí resolveu mostrar uns vídeos dele. A música que ele mostrou foi Gekka no Yasoukyoku e de cara eu gostei! Depois ele me mostrou o clipe de Myaku do Dir en Grey e à partir daí fui conhecendo as bandas clássicas como X JAPAN e LUNA SEA. Como na época era difícil de arrumar material pra conhecer bandas, dei muito mais valor.

Foi por causa do visual kei que você se tornou guitarrista ou já tocava antes? Quais bandas de visual kei você já teve nesse tempo?
Irie: Eu me tornei guitarrista por causa do visual kei. Existe um vídeo do Kagrra de Setsunaru Kotoba que quando eu vi eu fiquei louco! Na mesma época eu vi o Lunatic Tokyo do LUNA SEA. Especificamente na música TIME IS DEAD, o guitarrista SUGIZO vai pro meio do Tokyo Dome fazer o solo de guitarra. Quando eu olhei isso, eu pensei: "É isso que eu quero fazer. Quero tocar guitarra e ser um astro como eles".
Eu tive bandas visual kei com ideais que a galera no Brasil não entendeu muito. Eu participei da Kurohana, Marbellia, Personna, Makiavel e Iria

Antes da Allumina você integrava a Personna, correto? Qual o propósito que você tinha quando era integrante da Personna?
Irie: No início da Personna nós todos queríamos apenas nos divertir e tocar cover de bandas old school. Com o passar do tempo eu quis que a banda ficasse séria e que fizessemos composições em português misturando música brasileira com o estilo do visual kei. Fizemos uma música que misturava bossa nova com visual kei e a idéia era investir nisso, mas não deu certo por causa de problemas internos na banda mesmo.

A sua nova banda faz um som baseado em visual kei com letras em português, como é a recepção do público ja familiarizado com o visual kei?
Irie: Na verdade o Allumina continua mal compreendido. Eu cheguei num ponto onde tudo o que eu quero fazer é música sincera, é arte. O Brasil tem fãs de visual kei, mas a maioria dos fãs não tem maturidade pra valorizar as coisas. O nosso trabalho é inspirado em visual kei até porque é o que ouvimos majoritariamente, mas usamos isso como um diferencial, já que na estética não somos tão visual kei assim e pensamos que ter uma endumentária muito elaborada como os japoneses fazem é complicado, já que é muito calor, não temos estrutura e atrapalha um pouco. Sobre o som, muitas bandas tem como inspiração o blues, mas não é isso que eles tocam. É rock e pronto. O LUNA SEA quando surgiu não chegou e falou: "nós vamos ser visual kei". Além de não existir o termo na época, eles só queriam fazer o som deles do jeito mais sincero possível e se vestir como quisessem. No Allumina funciona assim também, tanto que eu sou a pessoa que usa maquiagem porque gosto. Algumas pessoas falam que nosso som parece com abertura de desenho japonês, outras gostam e acham diferente e outras pessoas se abstêem de comentários.

Na descrição da comunidade da Allumina no orkut, está escrito que vocês buscam uma "releitura" do visual kei, no que isso é baseado?
Irie: Essa releitura é justamente o que eu expliquei na outra resposta. Somos muito influenciados pelo visual kei. Nossa escola pra aprender os instrumentos foi o visual kei. Queremos trazer essa influência como diferencial no nosso som. Nós fazemos shows com todas as poses e atitudes do visual kei também. Essa é a nossa influência e é a tal "releitura". Adaptar ao máximo à nossa realidade o visual kei, que muitas pessoas tem preconceito ainda.

A Allumina se inspira em que para compor suas músicas?
Irie: Nas frustrações da vida. Nós geralmente mostramos o lado positivo das situações, ao contrário de muitos artistas. Se vamos falar de morte, então vamos falar de um modo positivo.

Como você definiria a cena atual de bandas visual kei no pais?
Irie: Não existe né? As bandas encontram dificuldades demais e principalmente a falta de apoio dos fãs de visual kei daqui. Cada vez menos existem bandas do estilo aqui e quando tem, elas se preocupam em fazer composições em japonês, não criando assim um mercado ou uma cena de verdade que seja rentável e auto sustentável. Com isso, qualquer protótipo de cena que é criado acaba se destruindo pela união da ignorância entre as bandas e os fãs.

O que você acha que falta para o estilo se popularizar no Brasil?
Irie: Bandas compondo em português e se unindo com outras bandas que fazem propostas sérias. As bandas tem que pensar como artistas e empresários ao mesmo tempo e não pensar como amadores. Tem que batalhar mais e mais e pensar que sozinho, ninguém tem força. O apoio mútuo é muito importante pra se ganhar respeito aqui também.

Como você descreveria os fãs de Visual kei no Brasil?
Irie: Imaturos em sua maioria. Não podemos generalizar, mas fanbase que briga por lugar em fila de show é no mínimo infantil e medíocre. Na hora do show, não adianta em nada você ter perdido até madrugadas em filas se sempre vai ter alguém que vai chegar mais na frente do que você se essa pessoa for mais forte.

Gostaria de dizer mais alguma coisa sobre os assuntos abordados ou alguma mensagem para quem lê o blog?
Irie: Os fãs de visual kei no Brasil tem que deixar o ego de lado e se unirem mais. Se tem bandas japonesas vindo pra cá hoje em dia, boa parte foi por causa de bandas brasileiras que sempre organizaram shows e tentaram chamar mais e mais fãs pro estilo e difundir cada vez mais. Valorizem mais os trabalhos daqui também porque existe muita coisa interessante já à mostra e por vir.



Agradeço ao Irie pelo tempo que dispôs para responder as perguntas,.
o Facebook da Allumina é: http://www.facebook.com/Allumina e você pode baixar as músicas gratuitamente.


att,
Anônimo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Visual Kei está morto.

Sim, meus senhores o que eu digo é real.... o Visual kei está morto e sem direito a phoenix down.

Nos últimos tempos parei pra acompanhar o cenário da música japonesa underground (Já que caso não saiba, o visual kei não é mais um estilo mainstream a quase 10 anos) e confesso que fiquei extremamente frustrado.
Você vai dizer que é questão de gosto, e isso realmente é subjetivo, afinal, gosto cada um tem o seu, mas talvez algumas coisas que eu escreva sirvam para tirar uma lasca da ponta do iceberg em uma velha questão: Por quê o visual kei é um estilo underground?

Vamos começar analisando o ranking da Oricon da última semana:

Top 10 - Singles

01.  Hey!Say! JUMP - Magic Power
02.  Hikawa Kiyoshi - Jounetsu no Mariacchi
03.  Acid Black Cherry - Pistol
04.  Porno Graffitti - One More Time
05.  EXILE/EXILE ATSUSHI - Rising Sun/Itsu ka kitto...
06.  Koda Kumi - Ai wo tomenaide
07.  AKB48 - Flying Get
08.  Dae Guk Nam Ah - Love Parade
09.  miwa - FRiDAY-MA-MAGiC
10.  Fukuyama Masaharu - Kazoku ni narou 


Top 10 - Álbuns

01.  2NE1 - NOLZA
02.  Every Little Thing - ORDINARY
03.  Kalafina - After Eden
04.  BREAKERZ - GO
05.  AAA - #AAABEST
06.  Fujifabric - STAR
07.  Che'Nelle - Luv Songs
08.  SPYAIR - Rockin' the World
09. Red Hot Chili Peppers - I'm with you
10. KASABIAN - Velociraptor!


Top 10 - Singles Indies

01. BIGMAMA - #DIV/0!
02. Golden Bomber - Memeshikute/Nemutakute
03. BORN - Psycho Diva
04. DaizyStripper - Tsuki ni juusei
05. BLUE PLANET JAPAN - Hitotsu dake ~We Are The One~
06. AK-69 - 69 (P. O. R. S. C. H. E. MUSIC)
07. The Mirraz - Last Number
08. Velbet - GAIN COЯE (1000mai gentei seisan ban)
09. Golden Bomber - Boku Quest
10. bonobos - Go Symphony!


Top 10 - Álbuns Indies

01. Kariyushi 58 - Kariyushi 58 Best
02. CNBLUE - 392
03. "Various Artists" - Age mix~All Genre BEST~
04. knotlamp - Bridges We've Dreamed
05. Aoi - symmetry
06. KANAN - CandyCore
07. GLORY HILL - With No Love
08. Okamura Yasuyuki - Etiquette (Purple Jacket)
09. Okamura Yasuyuki - Etiquette (Pink Jacket)
10. S.l.a.c.k.&CES2 - All in a daze work




Ao analisar esta lista você percebe que não há NENHUM artista de visual kei tradicional aí (kote kei), temos a presença de Acid Black Cherry na lista de major, já na indie podemos ver Golden Bomber, Aoi from Ayabie, DaizyStriper e Born. Um número comum de artistas visuais no ranking INDIE.

OBS.: Caso você não saiba, "Indie" é o termo usado para bandas independentes, e "Major" é usado quando a banda tem contrato com grandes gravadoras

Mas o que tem isso a ver? Pois bem isso tem muito a ver com o ponto onde quero chegar.
Quando o Visual kei surgiu no Japão, naquele final da década de 80, as bandas buscavam uma identidade maior, eles queria ser diferentes, eles misturavam e eles ousavam, eles tinham motes e erguiam conceitos que você ouvia nas músicas, mensagens muito maiores que simples canções de amor como na canção "Lullaby" do D'erlanger, que era uma banda que se auto-titulava "Sadistical Punk".
O X Japan então, montou uma legião de fãs que usavam as letras das canções do grupo como hinos, filosofias de vida o qual uma geração inteira seguiu, o "Psychedelic Violence - The crime of visual shock" era muito mais do que uma frase estampada no segundo álbum da banda para afirmar que os visuais eram chocantes, existia por trás de tudo aquilo um motivo.

Nos anos 90 a tendência prosseguiu, Se o X-Japan havia levado ao palco os cabelos coloridos em pé e as roupas de couro agressivas com correntes e toda aquela sonoridade rápida, veloz e ácida, foi por parte do Luna Sea que o o mainstream conheceu o oposto.
A banda formada em 1989 lançou o seu primeiro álbum em 1991, pela Extasy Records (Gravadora do Yoshiki Hayashi, líder e baterista do X Japan), levou ao topo das paradas japonesas um som que ia do melancólico ao agitado facilmente, suas músicas tinham mensagem saudosistas e assuntos utópicos, sempre regados a um tom muito poético nas letras, nessa época o visual kei estava calcado em apenas uma palavra: Arte.

O X Japan chegou ao auge da dramaticidade com sua Opera Rock de 29 minutos chamada "Art of life", e o Luna Sea viajou entre dois mundos distintos de forma poética e erótica, então foi o Malice Mizer que terminou de escrever a página do visual kei como forma artistica: as apresentações do grupo eram realizados como peças teatrais.
Para ouvintes mais atentos, até as músicas soam como peças de teatros cantadas, como em "Gekka no yasoukyoku".
Fortemente influenciado pela música européia e filmes de terror italianos dos anos 60, o grupo fez da sua obra uma referência a inúmeros escritores ultra-românticos do final do séculos XIX, suas apresentações eram muito mais que um show de rock, eram um show de bossa-nova, de eletrônico, de pop rock, de qualquer coisa que alimentasse o espirito da letra e valorizasse seu visuais dentro do conceito.

Agora vamos aos números: X Japan encerrou atividades em 1997, Luna Sea em 2000 e o Malice Mizer em 2001.

Á partir do final dos anos 90, a cena visual kei explodiu, você via o visual kei em todos os cantos, televisão, jornal, revistas, quadrinhos, tudo fazia referência, o japão é um pais capitalista e alguns produtores começaram a ver que o visual kei podia se tornar algo lucrativo, se formaram os selos independentes de visual kei (reservarei um post exclusivamente pra falar destes selos), e foram surgindo milhares de bandas visual kei neste período vendendo inúmeros produtos fúteis e fazendo o estilo deixar de ser arte pra virar um comércio.
Algumas bandas eram compostas por membros que nem sabiam tocar, o que importava era o lucro final dos produtores, montavam a banda, vendiam. Se não dava certo, o grupo acabava e formavam outros grupos com outros nomes. A coisa começou a ficar mecânica e sem valor artístico nenhum, o único objetivo era o lucro comercial.
Segundo alguns "filósofos" das artes modernas, "só fica o que é de verdade", e essas bandas se tornaram tão numerosas que o visual kei morreu. Acabou.
Tudo que eu falei nos dois últimos parágrafos ainda acontece, ainda existem produtores pensando apenas no lucro líquido do seu produto, e bandas que formam apenas para completar essa lacuna comercial, É difícil citar quais bandas de visual kei ainda tem um espírito de "ser diferente" pois quase tudo que vejo hoje em dia é igual, cópias de coisas que já existiram (e muito mal-feitas) sem nenhum identidade.

Aliás, ser uma banda de visual kei sem identidade, deveria ser no mínimo algo contraditório, pois um estilo que se formou de uma necessidade de ser diferente se tornar tão igual e maçante, é porque definitivamente tem algo errado.

Vejo muita gente no twitter falar de Versailles (Que é uma cópia de Malice mizer, com direito até a copiar conceito e visuais) Gazette (Que seria um cuspe do Luna Sea, já que tanto seus guitarristas quanto o seu baixista parecem sombras do Sugizo e do J, respectivamente guitarrista e baixista do Luna Sea), e Nightmare, que além de terem também sombras, fazem questão de imitar riffs que o Luna Sea já tocava a 15 anos atrás.

Gazette alcançou o tão sonhado Tokyo Dome (estava vazio, mas ele chegou la) mas está longe de ser a banda que "salvará" o visual kei do seu estado vegetativo, afinal, X Japan lotou o mesmo estádio 18 vezes... Enquanto isso, esperamos que apareça um novo Luna Sea, que leve a marca do "estilo visual" de novo ao topo, sendo original, artístico e principalmente, sincero.

Este assunto segue no post que falarei sobre o mercado japonês de visual kei, a grande máfia e como o sistema funciona nos últimos 10 anos.

Crianças do Brasil...

Acordem

att, Anônimo

J-Rock X Visual Kei

Outra coisa que os fãs brasileiros adoram fazer é misturar as coisas, mas isso é até plausível e causado por um motivo: A falta de informação.

Certamente você deve ver muita gente falando por aí: "-Ah, eu curto J-Rock!", coisa que até normal pra quem vive no meio "japanese" da coisa... mas ai você pergunta pra esse mesmo fulano: "-Legal cara, eu também! Você gosta de Mr. Children?", a resposta na pior das hipóteses será, "-Que porra é essa?".
Ok, todos nós sabemos que o Visual Kei surgiu no Japão (pelo menos a cena denominada assim) e que sendo assim as bandas japonesas de Visual kei são "J-Rock", até ai está tudo ok.
Mas fã brasileiro tem a mania de misturar muito as coisas, mesmo e isso quer dizer que J-Rock e Visual kei são coisas ABSOLUTAMENTE diferentes, J-rock é apenas o rock produzido no japão, mas o visual kei é uma cena musical que surgiu la, mas pode existir em qualquer lugar no mundo. Vou colocar algumas diferenças para você entender:

*J-Rock é o rock do Japão, Visual kei é uma cena que nasceu no japão
Se apenas o fato do visual kei ter nascido no Japão faz com que ele seja exclusivamente japonês, então ninguém no resto do mundo poderia fazer rock'n roll, porquê ele nasceu nos EUA, ninguém fora da Inglaterra poderia fazer punk e ninguém fora da Alemanha poderia fazer música eletrônica. Você há de concordar que isso é ridículo

*J-Rock abrange vários estilos de rock, Visual kei mistura vários estilos de ritmos.
Dentro do rock japonês existem todos os tipos de rock conhecidos no ocidente, desde o punk-rock e rockabilly até o Death e Black metal, passeando pelo pop rock e hard rock, além do visual rock. Já o visual kei é uma cena que mistura vários ritmos, uma banda pode ter várias sonoridades diferentes e passear por elas durante sua carreira, já que a liberdade para fazer isso é imensa.

*J-Rock não pode ser considerado um estilo musical.
J-Rock é uma palavra que define apenas o país de origem e já foi explicado em um post anterior o motivo dessa denominação, já o Visual kei apesar de ter sido uma cena que aglomerou diversos ritmos, nos anos 90 ele acabou criando características próprias como andamentos inconstantes, baterias punks com guitarras fazendo acordes em ritmo de hard rock com outra executando notas limpas e modulantes (chamadas Freezing guitars) que juntas criam a sonoridade que se tornou tradicional no estilo (exatamente a fusão entre o hard rock e o pós punk).

*O Visual kei existe no mundo inteiro
Você pode até não aceitar este fato, mas existem cenas inspiradas no visual kei no mundo inteiro, começou na Asia (China e Coréia) e mais tarde Europa e estados unidos, até chegar na América do Sul. O J-Rock existe apenas e somente no Japão.


É bem provável que a maioria das bandas que você goste sejam apenas de Visual kei, se você gosta de muitas bandas que não são Visual kei, parabéns, pois você conhece um lado maravilhoso da música japonesa.

As bandas mais comuns de se ouvir falar aqui pelo Brasil são aquelas que fazem aberturas de anime, e geralmente o público mais otaku que se identifica com estes artistas Maximum the Hormone, Flow, Afromania, L'Arc~en~ciel, Porno Grafitti, Mr. Children, Beat Crusaders, Stance Punks entre outros são alguns exemplos de bandas de rock japonesas não-visual que fazem muito sucesso entre este tipo de público.

Estou certo em poder afirmar que o público de J-Rock no Brasil é 70% de Visual kei, pois eu mesmo em todos esses anos conheci poucas pessoas realmente fãs de J-Rock.
Então por favor, sejam menos idiotas e parem de misturar as coisas, J-Rock e Visual kei são coisas diferentes, parem de enfiar tudo no mesmo saco, vamos colocar a farinha de milho em um e a de trigo em outro.

Crianças do Brasil...

Acordem.


att,
Anônimo

sábado, 1 de outubro de 2011

O que diabos é "Visual kei"? - Definições.

Ao analisar vários fãs de visual kei no Brasil você percebe uma coisa: nenhum sabe o que é visual kei.

Pergunta: Por que alguém é fã de algo que não sabe o que é!
Resposta: Porque são idiotas.

Então pra você entender o que é visual kei, eu vou explicar resumidamente o que ele é, se você não concordar com o que ler, vai tomar no cu, isso não é opinião, são os fatos.


O que é Visual kei?

Visual kei , como conhecemos no ocidente, é um movimento musical japonês que teve origem nos anos 80 e que é definido pela liberdade musical e visual de seus músicos e uma forte relação com um conceito, o que dá um ar teatral às bandas que são rotuladas assim.
Aquele blablabla de que japonês é tudo igual e sacrificou seus valores individuais em pró do coletivo para o país se reerguer após a 2º grande guerra todo mundo sabe, o que ninguém sabe é que a relação com "visual kei" para os japoneses vai muito além das bandas do próprio país, qualquer artistas que tenha um apelo visual forte vai ser chamado de "visual kei" no japão, que significa lietralmente "estilo visual", porém, como estamos falando da "cena nacional" vamos falar de "visual kei" como este movimento musical oitentista japonês que teve seu auge nos anos 90 e começar a explicar por cima como ele surgiu.


O Começo

Bom, podemos dizer que o estilo visual começou a muito tempo, no final dos anos 60/começo dos anos 70 existiam algumas bandas de pré-punk que eram chamadas de "Glam Rock" ou "Glitter Rock", eles eram chamados assim pelo glamour nas apresentações e vestuários, geralmente com muito glitter, visuais andróginos e cabelos coloridos. Talvez o principal nome dessa época e que você ja deve ter ouvido falar foi o David Bowie, existiriam outros artistas como o T-Rex (X Japan tem um cover gravado do T-Rex que saiu de b-side em um single) e a brasileira Secos e Molhados.
O glam rock influenciou o movimento punk dos anos 70 e também o hard rock setentista. surgiu então o pós-punk e o glam metal. Esses dois estilos foram as duas peças fundamentais para o surgimento do movimento visual kei.


Pré-visual kei


No Japão, qualquer artistas que use performances com ênfase no visual é chamado "visual kei" (que significa nada além de "Estilo visual") Artistas como Kiss, Motley Crue e The Cure foram considerados artistas visual kei e outros como Black Veil Brides, Rammstein e Marylin Manson são rotulados assim no Japão atualmente pela maioria dos fãs.
O Kiss tinha influências de filmes de terror e histórias em quadrinhos japonesas, e foi a maior inspiração visual do X-Japan, a segunda banda que influenciou o movimento no formato música foi o Motley Crue com seu glam metal e por último o The cure e seu punk decadente. em meados de 1984 começa a surgir a maior leva de bandas com apelo visual no Japão, em 1987 ele chegou ao mainstreen: X Japan, Buck Tick, Boowy, D'erlanger, Dead End, entre outras foram bandas fundamentais para o que viria a seguir.


Visual kei.

Em 1991 o guitarrista do X Japan em entrevista deu o pontapé inicial, em uma entrevista ele foi perguntado qual era o seu estilo de fazer música, e ele respondeu: "é estilo visual".
A mídia tinha o que precisava, um nome comercial para um rótulo, e a banda que impulsionou o chamado "visual kei" foi o Luna Sea, a banda mais copiada até os dias de hoje. A música do Luna Sea definiu o padrão da "música visual kei", e o estilo visual chegou ao mainstream e no final dos anos 90 estava tão saturado de bandas iguais, repetidas, sem criatividade que após 2002 o estilo definhou e hoje quase não existe (se você considera essas bandas atuais algo próximo do visual kei, vá tomar no meio do seu cu)

Yoshiki, baterista e líder do X Japan disse que quando a banda se formou, eles não estavam ligados a movimento nenhum, mas acabaram criando uma cena, e ele disse que visual kei não tem nada com música ou visual, visual kei é como liberdade.

Durante estes anos se formaram as famosas subdivisões do visual kei, e muita gente compreende elas de forma errada, na verdade muita gente compreende todo o visual kei de forma errada, então vou explicar isso também.



kote kei: (コテ系): Também conhecido como "kotekote" ou "kotevi" significa "estilo principal" ou "estilo carro-chefe". Não foi o primeiro a aparecer, mas foi o tipo de manifestação que chegou ao mainstream japonês.
Cabelos coloridos de todas as formas e tamanhos, roupas extremamente trabalhadas e conceito muito bem elaborados, explorando a ligação teatral entre música/visual, foi o auge do visual kei. é dividido em dois outros subgrupos, o lado negro (kuro kei) e o lado branco (shiro kei).
**Kuro kei: São bandas que dão mais enfase na música e usam visuais mais obscuros e simples como Dué le Quartz, NéiL, NOi'X e outras bandas da key party.
**Shiro kei: São bandas que dão enfase no aspecto teatral com visuais até carnavalescos, o principal mentor desde estilo foi a banda Malice Mizer e teve outros representantes como Aliene Ma'riage, Phantasmagoria e o antigo Dir en Grey

kurofuku kei: (黒服系) : Significa "estilo de roupas pretas" e foi a primeira manifestação do visual kei no final dos anos 80 e chegou até o começo dos anos 90, muitos influenciados pelo pós-punk e death rock, você vê aqui roupas pretas e cabelos gigantescos, maquiagem sempre obscura e feminina, Luna Sea foi o precursor e teve vários seguidores como o Die en Cries, L'arc~en~ciel antigo, Boowy, Silver~Rose entre outros.

Visual Shock : O tão aclamado estilo criado pelo X Japan com seu lema "Psychedelic Violence crime of Visual Shock) visuais geralmente punks e coloridos, com cabelos muito compridos e literalmente em pé, muitas bandas no final dos anos 80 assumiram visuais punks e coloridos em algumas épocas, como o kamaitachi.

oshare kei: (おしゃれ系): Significa "estilo fashion" e ganhou popularidade após 2002 com a queda do kote kei, em geral, são bandas com uma sonoridade alegre e até mesmo infantil, a maioria com assuntos sobre escola e coisas fúteis adolescentes., algumas bandas que se encaixam aqui: An cafe, Charlotte, Dolphin, entre outras.

soft visual kei: (ソフト・ヴィジュアル系): Significa "Estilo de visual leve" e são bandas que andaram lado a lado com o kote kei nos anos 90, mas assumiam uma postura mais light, usando visuais que hoje são considerados comuns, esse estilo também foi mainstream e começou a sumir junto com o kote kei no começo da último década. Os principais expoentes foram o Siam Shade, Janne Da Arc e Sophia

neo visual kei: (ネオヴィジュアル系) : Apenas um termo pra definir as bandas após o ano 2000 que entram em contraste com as bandas dos anos 90.

koteosa kei: (コテオサ系): Kote + Oshare. São bandas que misturam os dois estilos, possuem uma sonoridade mais agressiva porém com um ar mais pop, assim como Lolita23q, Ayabie e Wizard.

chikashitsu kei: (地下室系): Significa "Estilo Alternativo" e é um estilo totalmente a parte dos outros, as bandas que fazem parte dessa linhagem buscam conservar o valor japonês em suas músicas, fazendo eternas críticas a sociedade com músicas fortes e impulsivas que a ouvidos menos preparados podem soar como "bizarras" em bandas mais entusiastas.
Dentro dessa linhagem existem algumas outras e fica difícil definir as bandas que pertencem a cada uma, mas aqui podemos citar Inugami-Circus-Dan.
***shironuri kei: (白塗り系): Significa "estilo branco-pintado" e aqui o estilo sofre influencia do movimento "eroguro nonsense", temas e críticas ambientados em prostibulos com carnificas e textos bizarros, maquiagens borradas e cabelos bagunçados são comuns nos conceitos destas bandas.
Vale lembrar que, o shironuri está dentro do chikashitsu, ou seja: toda banda shironuri é chikashitsu também, mas nem toda banda chikashitsu é shironuri, apenas as que tem influencia do eroguro nonsense podem ser definidas assim.Aqui podemos enquadrar facilmente o Cali≠Gari.
***pikopiko kei: (ピコピコ系): Significa "Estilo zunido" e são bandas que utilizam uma sonoridade experimental e eletrônica com referências a temas infantis mas de forma mais pesada, maquiagens pesadas e borradas com roupas futuristas são comuns neste estilo, assim como o uso constante de sintetizizadores e outras coisas experimentais, se enquadra aqui o Metronome.
Vale ressaltas que assim como o shironuri, o pikopiko também está dentro do chikashitsu.
Outras bandas que se encaixam no chikashitsu de forma geral: Anti-kranke, sex android, floppy, dokusatsu terrorist, Guru guru Eigakan.

nagoya kei: (名古屋系): Termo usado para se referir a cena de Nagoya, que por ter muita influencia de death rock acabou seguindo um rumo musical um pouco diferente do kote kei, apesar de serem muitos semelhantes. Toda e qualquer banda visual kei de Nagoya pode ser chamada assim: Lynch, Sleep my Dear, Blast, Kuroyume e etc.

iryou kei: (医療系): Termo usado pra designar bandas que usam elementos hospitalares em seus visuais, não é uma sub-divisão, é só um termo tosco inventado pelos japoneses, bandas como o LuLu se encaixam aqui.


Vale a pena lembrar que a maioria dessas subdivsiões está relacionada apenas com o visual, apesar de que as bandas geralmente seguem seu conceito música direcionado para o aspecto visual, isso não é regra, então entenda as subdivisões apenas como estético visual e não musical.

Acordem.

att,
Anônimo